Parece que o wordpress desativou os blogs dos meus únicos leitores, tirando os das minhas companheiras de vesícula ou ex vesícula. Mas não adianta, não largo este pedaço de terra tão cedo!
Novidades sobre o blog:
1 – Exportei todos os posts anteriores (menos o último) para o blog:www.teoriaepraticadaleitura.wordpress.com, achei que assim ficaria mais organizado. E também seria realmente um modelo de blog para disciplina, dedicado exclusivamente à ela.
2 – Este agora é meu blog pessoal. ; )
3 – Criei também outro blog:www.bichovirtual.wordpress.com, onde ofereço serviços relacionados ao bem estar animal, para donos que nem sempre tem disponibilidade de horário para se dedicar como gostariam aos seus animais de estimação.
Novidades sobre mim:
1 – Meu dente da frente foi reparado. Minha auto estima também.
2 – Estou de dieta. Quero voltar aos 50 kg. Peso antes da dieta: 60 kg. Peso atual: 58 kg. Com certeza chego lá!!!
3 – Também estou de dieta do cartão de crédito.
4 - Fui contratada para ser recepcionista de um evento na sexta feira.
5 - Estou oferecendo serviço de dogwalker (passeio com cachorros) e catsitter (babá de gatos).
6 - Amanhã tem show da Maria Rita de graça no Parque do Cocó. Eu não irei, mas para quem também está de dieta do cartão de crédito esta é uma ótima alternativa.
Eu me apaixonei desde a primeira vez que o vi, mas sou orgulhosa demais para assumir a soberania de um sentimento tão avassalador, sem precedentes. A verdade é que ele me protegeu desde o primeiro dia, quando o ladrão bêbado ou não, invadiu o recinto onde nos encontrávamos. Ele nem sabe, mas por um tempo fiquei imaginando o que seus olhos pensavam, brilhavam tanto, o mesmo brilho dos olhos que pude usufruir um ano mais tarde. Escuto Eddie cantando Danada, e penso, penso mais ainda… acho que eu era daltônica até conhecer suas cores… ele ofuscou o céu de todos os sentidos… deu graça, vida e cores a minha vida sem graça (e sem amores). Algumas vezes ele achou que eu iria embora, mas é só cena… eu não queria que ele percebesse que só tinha olhos pra ele. O mais incrível disto tudo é que parece que eu é que não percebia, quando me dei conta… eu já não tenho outros olhos…. nem outra boca… nem outra vida. Sou dele. Não saberia não mulher de tal pessoa. E sei que tenho toda a liberdade do mundo, mas pelo que eu sei, ele leu o conto do Rouxinol e da Rosa… o rouxinol tinha asas, mas para que voar se o que ele queria estava bem ao lado dele? É o que sinto… talvez ele entenda ou quem sabe um dia ainda me mate de raiva por fingir não compreender tal fato, “tal fardo” como diz ele, porque não sabe que eu, assim como Atlas, sabendo o valor do meu mundo (ele), eu o carregaria nas costas para que nunca me abandonasse por aí. Eu me apaixonei por ele pela segunda vez quando ele ficou ao meu lado, de blusa preta, e olhos brilhantes, apesar de serem muito pequenos. Eu o desejei. Não pela música, que surte efeitos estimulantes na mente de quem gosta de música, embora não pratique. Eu o desejei porque o coração dele é tão grande que suas batidas me faziam sequer perceber que tinha uma banda tocando…. o coração do meu futuro namorado batucava, dançava, flutuava. Eu gostei tanto dele, porque ele é inocente e não reparava que seu coração tinha asas. Ele estava voando, de tão leve, de tão lindo, de tão “humano”. E eu escolhi aquele coração para ficar comigo todos os dias da vida. O ser amado tem um coração tão grande que nem percebe que tem espaço bastante pra ser feliz. E eu falo “Te amo”, ou ficacomigodormecomigocasacomigo…. Antes ele era mistério. Hoje, eu digo, é delícia de amigo-amor de conviver. Tem o sabor da minha fruta preferida e o de todas as outras que eu conheci com ele. Tem o sorriso denso, os olhos quentes e o coração mais altruísta que conheço. E continuo dizendo “fica comigo, dorme comigo, casa comigo”.. Ele é o meu rouxinol e minha rosa misturado a todos os contos coloridos que não li na vida. Ele é minha vida, que um dia transformarei num conto bem bonito, cheio de cores. (e flores). Eu só lamento o fato de falarmos idiomas diferentes. Estou tentando traduzir para sua língua nativa: “Oi, meu nome é Carol. Amo você e quero ser feliz ao teu lado todos os dias do ano (de todos os anos). Você aceita”?
Todos se despedem. Também vou me despedir, ao som de Buarque cantando “Não sonho mais”. Saudade. É o que sinto, após um semestre me despindo diariamente aos olhos daqueles que me lêem. São poucos, mas sei o nome de cada um. Durante o cultivo da minha flor de lótus, tive a liberdade de pesquisar sobre temas que realmente me interessam. Pude manifestar minhas diversas paixões através de textos, imagens e sons. Observei meus desejos expostos em minha frente. Com a utilização do portfólio, tive a oportunidade de me conhecer melhor, através da prática de escrita que o mesmo me proporcionou. Percebi minha leitura sob formas diferentes, não apenas como decodificação dos símbolos de um texto, mas como manifestação de todos os sentimentos da minha alma. A flor de lótus serviu como instrumento de libertação do pensamento. E esta é a verdadeira liberdade.Paz e Luz.
* Obs: Este é o post de encerramento da disciplina “Teoria e Prática da Leitura”, do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará. Até aqui, todos os textos são relacionado a esta cadeira. Espero que o blog clareie os pensamentos conflituosos dos alunos que precisam produzir um portfólio como atividade de avaliação, e assim como eu, não faziam a menor idéia de como desenvolvê-lo. A nota máxima era cinco. E ela foi alcançada. Desejo sorte também para os novos blogueiros. E a partir de agora, todos os outros comentários aqui postados serão relatos de minha visão de um mundo que dá voltas, mas nunca para, e assim, me tira todo o direito de eternizar frações de segundo que valeriam uma vida inteira.
E Fortaleza vestiu-se de vermelho. Nossa cidade acordou chorando sangue e vergonha. Nosso prostituído centro sente-se mais miserável do que em todos os outros dias. José Alcides está morto. A motocicleta não tem nome. E nem precisa. Não acredito em castigos, pois eles não têm o costume de reparar danos, nem de substituir grandes perdas. A motocicleta fugiu. E não há nada neste mundo que eu despreze mais do que pessoas covardes. A motocicleta não tem nome, não tem cor, nem endereço, nem muito menos tem sexo. A motocicleta nem sequer deve ser alfabetizada culturalmente. Alcides Pinto tem nome, sobrenome, seguidores. José Alcides tem filhos. Ele é o tipo de homem que dá a cara a tapa, ele é o tipo de homem que eu gosto. Abandonou cargos públicos para se dedicar ao que amava, ele mesmo. “Toda minha obra é autobiográfica”. E sendo assim, “humano, demasiado humano”, ele bifurcou o prazer e a dor; o sagrado e o profano; a sanidade e a loucura. O ser humano nasceu para ser livre. José Alcides Pinto largou a segurança das aulas que lecionava na Universidade Federal do Ceará para se dedicar ao que poucos têm a coragem e a capacidade de fazer. Ser escritor em uma cidade que lê apenas para concluir o ensino médio, passar no vestibular e conseguir sair da faculdade. É somente isto que tenho a dizer. Que a motocicleta não matou apenas o pai de seis filhos, ela matou o pai de duas gerações de poetas e escritores deste estado. Mas o poeta tem nome. E a motocicleta, quem é?
Em texto publicado na Piauí deste mês, um jornalista brasileiro que fora interlocutor de Borges nos últimos anos da vida do escritor argentino narra alguns de seus encontros. Fora recebido por Borges na biblioteca que, ao contrário do mito, era diminuta, ainda que contivesse as obras “básicas” citadas pelo escritor em seus textos. Borges mostrou ao jornalista um truísmo difícil de acreditar quanto se trata de uma lenda: seu lado humano e simples. Assim como sua biblioteca, sua fala era objetiva e nada revelara de extraordinário para a decepção do repórter que dele esperava, quiçá, revelações maravilhosas sobre a vida, o mundo e o universo. Numa das conversas Borges afirma que não há literatura sem dor. Afirmação também algo “lugar comum” entre os escritores. Li em algum lugar que quem está feliz não vai escrever, mas sim apreciar o nascer ou o pôr do sol na companhia da pessoa amada. Pode ser. De qualquer forma, a leitura de Borges me faz sentir a sensação de pacata felicidade e, ao mesmo tempo, a sensação “epifânica” de se observar o nascer do sol num dia lindo qualquer que é todo dia lindo e um único.
Mais uma vez, quero manifestar minha paixão pelo programa Balaio Brasil, da rede Sesc Senac de televisão. Um programa de qualidade é aquele que desperta nas pessoas, sensações poéticas e humanistas. Hoje, assim como todos os dias, liguei a televisão para dar audiência ao Balaio. E estava lá, eu vi! Carroça de Mamulengos! Ma-ra-vi-lho-sa!!!!! Eu sou apaixonada por todos aqueles meninos, acompanhados de pifes e atabaques. E sou doida pra experimentar o pão de abóbora da Maria, a menina flor. Nosso Brasil é tão grande, mas cabe completo dentro do meu peito. A trupe de saltimbancos divulga nossa cultura pelo país. Devo dizer que Balaio Brasil é o melhor programa para aqueles que, assim como eu, querem seguir o reisado, ao sinal da primeira cantoria. Que a Carroça de Mamulengos deveria ser tombada como patrimônio cultural. E que em cada lugar desse Brasil enorme, existem pessoas que merecem todo o nosso respeito, porque mesmo sem recursos financeiros, elas lutam para preservar a nossa maior riqueza: a cultura do povo brasileiro.
Moro com minha mãe. Crio quatro gatos vira-latas. Eles me fazem voltar p’ra casa mais cedo. Tenho que alimentá-los. Eles dependem de mim. Antes, passo na locadora, sempre alugo alguns filmes para me distrair em plena noite de sábado. O sentido da minha vida não está nos gatos que crio e que saberiam caçar alguma coisa por instinto, tampouco nos filmes que alugo, geralmente repetidos, a locadora é pequena. E vem à tona tantas lembranças, uma pessoa que amo se despedindo p’ra sempre de mim e da vida. O choro, a mágoa, o remorso, a culpa, a perda. Muitos abraços contidos, muitas palavras não ditas. Tudo dando adeus à mim, mostrando o quanto perdi o meu tempo com coisas tão triviais. E quando a frase sai da boca trêmula, escuto o sopro de voz a dizer:”Manda um beijo pro meu pai.” E foi embora… assim. E dói,às vezes eu acho que vai doer p’ra sempre. Talvez não só a saudade, mas principalmente a ausência, não dessa pessoa na minha vida enquanto ela está morta, mas a ausência da minha vida na dela, enquanto estava viva.
“Andar por este país é experimentar sabores, vivenciar tradições e, sobretudo, aprender. Viajar e conhecer são verbos que andam juntos numa mesma estrada.
O Balaio Brasil apresenta brasileiros que pensam, fazem e inventam cultura todos os dias.
Participam do programa Balaio Brasil, músicos, atores, cozinheiros, artesãos, arquitetos, festeiros, e muitos outros. Brasileiros com oficios e vivências muito diferentes, mas com uma coisa em comum: a paixão pela profissão e pelo modo de vida que levam.
A língua, os ritmos musicais, a fé de cada um, as festas populares, os artesãos e seus oficios, futebol de botão, nossas igrejas coloniais, tudo é Balaio.
No Balaio Brasil nada se perde, tudo se transforma…
em cultura!!!”
"Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio e nem, acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo".
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