À minha santa de fé…

•27/05/2011 • Deixe um comentário

 

Alguém se chama Pedro Ramos?

•25/05/2011 • Deixe um comentário

Eu preciso de um conto…

Você cortou minhas asas por vontade própria. Podou os meus sonhos e
exerceu a sua função de homem. Foi honesto. “Eu gritaria seu nome por
socorro”… é o que dirías. Quem diría? Um homem privado, seguro, pago
com juros, chamando meu nome, tão baixo… como se fosse pecado.

E eu que nem tive tempo de dizer “adeus”, porque você pegou as minhas
asas recém-abstratas e colocou em seus ombros, então saiu por aí…

Meu coração colado quebrou novamente quando te reviu, me revendo e sabendo: “Não é bem assim…”

Não, meu amor, sei que não é bem assim. Não é porque toda dama-da-noite
merece dormir ao fim da luz da lua. Não é porque estou escutando a voz
dos exilados meados anos sessenta cantando a cidade de Londres em São
Paulo.

Você não entendería, se eu te dissesse: Me abraça…

E nem podería, porque você dorme com ela toda noite, mas ela nunca diz nada.

Porque você olha pra ela toda noite e ela nem encontra uma estrela perdida dentro dos seus olhos.

Porque você acorda, trabalha, me olha e volta pra casa…

depois de ter dito, me olhado de novo, sorrido, pensado, minutos depois, desistido.

E como uma mera observadora de fatos, ou narradora não participante de
atos, te vi chegando em casa, olhando p’ra ela, cantando uma canção de
ninar para uma delicada menina que teve em estado febril durante toda a
noite passada,o que deve ter te ensinado a ser um humano mais surreal
do que você já é.

Antes que seja tarde, me acordo, oro e volto para o trabalho.

E lá, quem diría, te encontro de novo. Você ainda vem, meio tonto, com
aquele medo aparente de perder o que já tem, com aqueles olhos perdidos
onde outros olhos se encontram.

Você não sabe com que cor de roupa eu visto a minha alma…

Você não sabe com que grito mudo eu calo a minha lágrima.

(tempo- desafio , o melhor amigo do trabalho / setembro desse ano) Carole

Pele não se repara. Pele não se repele…

•25/05/2011 • Deixe um comentário

 

TEXTO 5

Entre um amontoado de cacos de sonhos do lado de dentro do meu baú, encontro uma boneca, um pote de mel e uma carta.

A Carta:

Calmaria Bailarina

Toda vez que sinto raiva, lembro do quanto você é cansativo.

Toda vez que fico triste, choro e te procuro, lembro de toda espécie de frio que você me fez sentir.

Toda vez que sinto medo, me escondo e fecho os olhos, lembro do que
deixei p’ra trás, perdido, como um filho jogado no meio do mundo. E no
meio desse amontoado estranho de sensações e de gente, lembro de vez em
quando que perdi você, mas que você não é tão humano a ponto de
entender o que é isso, mesmo assim eu sorrio e digo que não perdi muita
coisa.

Onde está o quê?

Toda vez que me perco, grito, devaneio…

danço, me embaraço…

Toda vez que sangro.

Toda vez que o sangue ferve.

Esqueço-me sou feita de carne e passo a agir como se fosse feita de ferro.

E penso como uma estúpida: Vou te ligar… de vez em quando é bom lembrar…

que ainda tenho um coração.

Em fase eterna de decomposição.

A natureza palpitava nua a tua eterna ausência.

Meus delgados lábios descreviam a cena, quase que chorando.

O garoto sério de aparência simplória, morria.

E apelava para um beijo como o meu perdão.

Reconheço a sonoridade desse não que falei sem sequer sentir o gosto
acre do não a ressoar pelos meus ouvidos incrédulos, a duvidar do que
minha própria boca tinha sugerido.

Eu gosto de dividir a noite e as flores com Ceci.

Essa carta foi escrita por ela.

Quanto à boneca, ela foi feita p’ra mim.

E ao pote de mel, pode deixar que eu me viro.

Divida seu quarto comigo…

Suas asas, sugiro…

Abrigo:

O seu paraíso.

(janeiro desse ano) Carole

Sou sua, mas não posso ser. Sou seu, mas ninguém pode saber…

•25/05/2011 • Deixe um comentário

Garotos não choram

Garotos não choram…

garotos não dizem “adeus”,

garotos não recebem flores,

garotos não olham satélites,

garotos não fogem da realidade,

garotos não se perdem em si mesmos,

garotos não sentem medo,

garotos não dançam no escuro,

garotos não perdem a cabeça.

garotos não voltam…

nunca.

Que tipo de garoto criou esses conceitos?

“O MACHISMO EXCLUI A AFEIÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM”.

(garotos não choram – setembro do ano passado) Carole , quando tinha 16.

“A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE LETRAS: REALIDADE, DESAFIOS E PERSPECTIVAS”

•24/03/2011 • Deixe um comentário

TRABALHO APROVADO!!!
 

O ESPAÇO E A AFETIVIDADE EM CAIO FERNANDO ABREU

 

¹Juliana Braga Guedes (UFC)

  ²Carolina Mota Capasso (UFC)

 

¹Formada em Letras pela Universidade Federal do Ceará.

²Graduanda em Letras pela Universidade Federal do Ceará

Já não sou mais sozinha. Privatizei a solidão. Agora ela é só minha.

•23/03/2011 • 2 Comentários

Escrevo, porque ando feliz ultimamente. Me encontrei. Neste exato momento escuto Montenegro. Sinto saudade da sua voz. E imagino dez mil Picassos pintando a primavera. Voz. Choro. Porque ouvir sua voz é tão pouco diante de tudo que eu queria fazer. Cante para mim. Que prometo pra você que não será o fim. Em meu estado de contemplação infinita, eu não consigo parar de imaginar as suas pupilas. Você tem mais de trinta anos. E pela quantidade de sóis que vejo dentro dos seus olhos, desejo passar, pelo menos, os próximos trinta com você. Você é, todo, olhos, porém, eu sou, de todo, todo, todo coração. Me leva na garupa da sua moto. Eu quero sentir o vento e a gota da chuva delineando meu rosto resplandecente. Teu aparelho de dente, o teu cabelo preso acima da nuca, como eu mesma costumava fazer quando criança. Você é todo um conjunto harmonioso de delicadas imperfeições. E eu passei o tempo todo te querendo, me deliciando com as mais diversas possibilidades. Pos-si-bi-li-da-des. Por que não? Que eu saiba não tenho nenhum rebento dizendo meu nome em plena noite de sábado querendo chamar minha atenção, ganhar meu sorriso, ou simplesmente dormir no meu colo. Adoraria, mas eu não tenho. Que eu saiba, não tenho marido em casa, cobrando que eu seja boa de cama, mesa e banho. E nem imagem e semelhança de sua mãe. Até que gostaria, mas eu não sou. Eu sou o vento que emaranha os teus cabelos. Eu sou teus olhos fechados pensando em mim, que eu sei. Nem adianta disfarçar. Pois, desde o começo, eu senti que não era a única pessoa naquele amontoado de sensações e de gente a me sentir sozinha. Deus castiga quem cativa? Se tu disseres que sim, eu te condeno ao inferno. O teu ofício é encantar todas as pessoas. Larga este vício de não ocupar o seu devido lugar. Sai dos bastidores. E vem comigo para o palco principal, para que todos vejam o quanto seremos felizes. Tua vida sem minha vida não passa de um fim de tarde vazio, sem a minha boca para te beijar ao pôr do sol. Minha vida sem tua vida não passa de perda de tempo entregue ao acaso de duas almas que se procuram. Onde estará você, que não está ao meu lado? Até que eu sei. Você está na voz que ecoa dos quatro cantos do mundo. Teu coração é forte como um vulcão. E nos teus bem vividos, quarenta anos, que eu sei, procuro descobrir se tem lugar que sirva como abrigo. Para uma mulher bem parecida comigo. Que seja doce, que seja belo, que seja livre…

“Voz. Orvalho. Bailarina. Terra. Paixão. Herói. Incêndio. Estrela. Brilho. Garganta. Canta. Homem. Druída. Olhos. Cortesã. Pedaço. Amor. Inteiro. Prisioneiro. Tempo. Zela. Nós”.

Carolina Capasso

Agora faço letras…

•18/03/2011 • 2 Comentários

Estou realizando um sonho antigo. 

 
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